Sexta-feira, 05 de Dezembro de 2008

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  Astrologia:

A Astrologia é um grupo de sistemas, tradições e crenças no qual o conhecimento de posições relativas dos corpos celestes e detalhes relatados é útil para entender, interpretar e organizar informações sobre personalidade e questões humanas em geral.

Esta prática era utilizada pelas elites sacerdotais (como os magos da pérsia, difusores da crença) para diversos tipos de previsões, tais como épocas certas para colheitas, e, com o tempo, previsões de fatos relativos aos reis e à nação, como previsões de guerras, catástrofes e sucessão de governantes. O conhecimento astrológico largamente difundido hoje no ocidente (como o conhecimento dos signos do zodíaco) vem da astrologia dos povos do fértil crescente e, por conseguinte, do oriente médio.

Há, portanto, não uma, mas várias astrologias. Todas se baseiam, em alguma medida, nas posições relativas à Terra, e nas relações trigonométricas entre si, dos corpos celestes (principalmente Sol, Lua e planetas), e no movimento relativo de dois eixos terrestres, o Ascendente e o Meio do Céu. Estas posições no momento do nascimento, seja de uma pessoa, um objeto, um país ou um evento qualquer, compartilham de uma mesma configuração com este objeto, pretendendo-se portanto que sejam expressão deste.


Técnicas Astrológicas:


A Astrologia atual usa, em geral, uma codificação que estabelece o ser (ou país, cidade,etc) como o centro de um "mapa celeste", de 360 graus, o Zodíaco. A configuração do céu no momento do "nascimento" do ser ou evento, constitui o seu mapa astrológico.

A elaboração do "mapa astrológico anual" consiste no cálculo de um novo mapa astrológico com a posição dos planetas no momento exato (do ano atual) em que o Sol passa novamente no mesmo lugar em que passou no dia do nascimento, o que acontece na data (ou próximo) do aniversário. Este novo mapa chama-se retorno solar ou revolução solar.

A análise anual do panorama individual baseia-se em um conjunto de técnicas sendo as mais usadas a progressão do mapa natal, que viso substituir as direções, ainda em uso; os trânsitos dos planetas sobre o mapa natal, e o retorno solar.

Muito usadas, ainda, são as técnicas tradicionais como a astrologia horária e a astrologia eletiva. Estas independem da astrologia natal, e são mais propriamente técnicas previsivas.


Astrologia e Ciência:


A comunidade científica não considera a astrologia uma ciência, embora haja astrólogos que procurem dar respeitabilidade à sua actividade usando justificações pseudo-científicas. Um grande número de astrólogos praticantes e de "filósofos da astrologia" a vê como uma arte baseada em conhecimento técnico, conhecimento tradicional e uma concepção sistêmica do universo. Uma das idéias que são base da astrologia é que o posicionamento dos astros no momento do nascimento tem relação com seu caráter e portanto seu destino, mas não há consenso entre os astrólogos sobre como se processa esta relação: as várias correntes a atribuem a influência, campos eletromagnéticos ou semelhantes, ciclos, analogia ou sincronicidade. Na busca do reconhecimento pela ciência oficial, o trabalho estatístico de Michel Gauquelin analisando exaustivamente a incidência de determinados planetas na área da carreira do mapa natal de personalidades de várias áreas de atuação é amplamente conhecido nos meios acadêmicos.


Astrologia e Espiritismo:


Verifica-se vulgarmente uma grande ligação entre a Astrologia e o Espiritismo, principalmente entre os "espíritas videntes" que preveem por vários métodos, inclusive por mapas astrais. No entanto, há que se diferenciá-las prontamente, visto que, para a Doutrina Espírita, conforme codificada por Kardec, a Astrologia é considerada resquício de uma maneira de pensar supersticiosa, ainda atrelada a antigas concepções do mundo, não se encaixando na cosmologia espírita que acompanha as recentes descobertas astronômicas. Está claro que nenhum condena o outro, porém, não é legítimo confundir ou relacionar convenientemente Astrologia com Espiritismo. Para ver o que o Espiritismo diz sobre a Astrologia, ver o livro A Gênese, de Allan Kardec, capítulo V (Sistemas do Mundo), itens 11 a 13, em edições da FEB.


Argumentos a favor e contra a astrologia:


A astrologia é um campo de conhecimento controvertido, e há argumentos a favor e contra a validade de seu estudo. A ciência ortodoxa não demonstra que a astrologia não funciona, mas questiona que ela funcione. A esse respeito, em 1975 um grupo de astrônomos assinou um artigo contra a astrologia. Ausência notável nesta lista, Carl Sagan não assinou, declarando que o fato de não sabermos como uma coisa funciona não nos dá o direito de condená-la (citado por William Keepin, Ph D).


Argumentos contra a astrologia:


Existem várias críticas que os cientistas fazem sobre a metodologia dos astrólogos.

Uma vez que alguns astrólogos dizem serem capazes de fazer previsões sobre o futuro, deve ser possível construir um experimento para medir a precisão destas previsões. Aqui poderia se usar o mesmo método usado para a Meteorologia que é usada para prever o tempo. A Meteorologia é uma ciência exata, não porque as previsões sejam exatas, mas porque ela oferece os meios de prever e estimar o erro da previsão. Portanto um meteorologista não diz "amanhã vai chover", e sim, existe 70% de chance de chuva amanhã. Neste sentido nenhum dos experimentos realizados até hoje com a astrologia foi capaz de mostrar certeza maior do que a que se consegue por puro palpite.

Claro que alguns astrólogos dizem que a astrologia não é usada para prever o futuro, e sim para guiar e orientar os seus clientes através de padrões de comportamento, hora de nascimento, etc. Ainda assim, testes usando dois grupos de controle (double blind tests) mostraram que a taxa de acerto de um astrólogo ao casar uma carta astrológica com o perfil de um cliente não tem uma taxa de acerto maior que um pessoa leiga, fazendo associações aleatórias de clientes e cartas astrológicas.

Astrólogos, algumas vezes, usam alguns argumentos científicos (ou pseudo-científicos) para explicar suas práticas. Por exemplo, costuma-se dizer que, como a Lua causa as marés na Terra, é razoável acreditar que a força gravitacional de outros corpos celestes, mais pesados como os planetas pode nos afetar também. Este argumento é inválido por duas razões:



  1. O puxão gravitacional de um planeta como Saturno, com massa 90 vezes maior que a da Terra, em uma pessoa daqui da Terra é igual ao puxão gravitacional de um carro a 1,7 metros desta pessoa. Ainda assim os astrólogos não parecem interessados na posição dos carros no hora do nascimento de ninguém, ou mesmo se a pessoa nasceu em um estacionamento. Na verdade o campo gravitacional da Terra é variável em toda a superfície, e ele próprio varia mais de lugar para lugar sozinho, do que devido à presença dos planetas mais pesados do sistema solar. Vale frisar, no entanto, que muitos astrólogos consideram que a influência exercida pelos planetas não é a gravitacional.


  2. A Astrologia não oferece qualquer explicação plausível e testável de como a força gravitacional pode afetar a personalidade de uma pessoa, por que somos suscetíveis ao efeito gravitacional durante o nascimento nem de como uma influência gravitacional no passado pode afetar nosso destino futuro.


O sistema do Zodíaco tropical usado pelos astrólogos do ocidente não se alinha com as estrelas que eles dizem estudar. Quando os astrólogos dizem que um planeta está em uma determinada constelação (signo do Zodíaco), eles não estão falando de estrelas que um observador possa sair fora a noite e observar. Eles estão falando sobre uma parte do céu que, uma vez, há 2000 anos, coincidiu com aquela constelação específica. Isto é devido à precessão do eixo terrestre enquanto a Terra gira. Isto significa que todas as estrelas no céu têm uma posição 24 graus à frente de onde elas estavam 2000 anos atrás, como visto por um observador aqui da Terra. Enquanto os cientistas conhecem este fato e o entendem, a grande maioria dos astrólogos ignoram este fato. O resultado é que quando um astrólogo diz que um tal planeta está em uma determinada constelação, o astrônomo sabe que ele na verdade está na seguinte.

Astrólogos que usam o Zodíaco tropical, como quase todos no ocidente o fazem, usam um ponto arbitrário no passado como base para suas interpretações dos céus. O Zodíaco de 2000 anos atrás nao possui nenhuma característica especial na astronomia. Se formos 4000 anos para o passado, vamos achar a constelação de Touro como a constelação no Equinócio de primavera (hemisfério sul), recuando-se mais 6000 anos a constelação de Gêmeos vai estar no mesmo ponto. Os astrônomos entendem e levam em consideração o fato de que nossa visão dos céus muda com o passar do tempo, ao passo que os astrólogos usam uma visão fixa e imutável da realidade.

Alguns astrólogos assumem que as constelações ocupam uma área de tamanho igual no Zodíaco, de aproximadamente 33 graus, mas na verdade existe uma variação considerável de 44 graus Virgem até 20 graus para Câncer.

A constelação do Serpentário foi reconhecida pelos antigos Gregos como parte do Zodíaco. Ela contém o Sol uma vez por ano (no final de Dezembro), e os planetas em várias outras épocas. Mesmo Ptolomeu, um dos grandes astrólogos da Antiguidade, reconheceu isto e reconheceu também que ela contém o Sol uma vez por ano. Ainda assim os astrólogos, incluindo Ptolomeu, ignoram o fato. Outro tentativa de explicação científica para a Astrologia é a de que os corpos celestes pesados afetam o campo magnético da Terra e que o campo magnético da Terra, de alguma forma, afeta a pessoa durante o nascimento. O problema é que o campo magnético da Terra é extremamente fraco se comparado com outras fontes. Ele varia de 0,3 Gauss a 0,6 Gauss dependendo do ponto na Terra. Pode-se ter um campo magnético muito maior que este usando-se apenas um imã de geladeira.

A astrologia antiga conhece apenas até o planeta Saturno e os trans-saturnianos foram batizados por não astrólogos, assim é difícil crer que possam ser usados nas análises modernas. Alguns astrólogos modernos também reconheciam Plutão como planeta principal, enquanto Éris foi descoberto na década de 2000 provando que poderiam haver vários outros corpos celestes pequenos e similares.

O mapa astral é elaborado a partir do nascimento de um indivíduo, ou objeto, ou país. Por que seria o momento do nascimento tão importante? Por que não o da fecundação, onde efetivamente se define o DNA de um zigoto, elemento biológico reconhecidamente influenciador da personalidade e constituição física de um indivíduo? Uma mulher que marca uma cesariana não estaria mudando o destino cósmico de seu filho? E o que marca esse momento? Se um parto demora 20 horas, o que define o instante exato? As primeiras contrações, o estouro da bolsa, o aparecimento da cabeça do bebê pela vagina (ou corte da cesariana) ou o corte do cordão umbilical? Talvez fosse ainda, o momento mais provável de ser o utilizado na grande parte dos mapas, aquele que um médico ou enfermeiro resolve anotar como sendo a hora do nascimento. No caso de nascimento de um país ou objeto, a definição de um instante exato é ainda mais subjetiva. Alguns astrólogos consideram que o que determina o tema de uma pessoa é o momento em que ocorre a primeira respiração.

Sendo ainda o momento do nascimento decisivo para a personalidade de um indivíduo, por exemplo, para a formação de um grande atleta, não seria de se esperar que em uma olimpíada houvesse grande concentração de competidores que houvessem nascido em um mesmo instante?


Argumentos a favor da astrologia:


O que se chama habitualmente de astrologia são os horóscopos de jornal, que não são considerados sérios pelos astrólogos. O Sol e o ascendente são apenas dois dos muitos pontos no mapa de nascimento, e é preciso considerar as relações angulares entre estes pontos, ao interpretar um mapa natal.

O Zodíaco tropical é o mais utilizado pelos astrólogos no ocidente. Esse sistema leva em conta tanto o Equinócio de primavera do hemisfério norte como a entrada do signo de Áries, iniciando o ano astrológico. Isso significa dizer que a astrologia tradicional não utiliza as posições das constelações e sim as estações do ano e os ciclos naturais para definir os períodos do ano astrológico. O ano astrológico é dividido em 12 signos de 30 graus cada um. Cada signo leva o nome de uma constelação por há aproximadamente 2000 anos coincidir com as constelações astronômicas. Essa diferença ocorre devido ao movimento de precessão do eixo terrestre; então, na Astrologia clássica, são mais importantes os ciclos naturais do nosso planeta em relação ao céu, e isso é o que define os signos ou símbolos estereótipos.

Uma configuração planetária só se repete uma vez a cada 25.858 anos, devido ao movimento de precessão. Por isso, para duas pessoas terem exatamente as mesmas características e passarem pela mesmas experiências de vida, deveriam nascer no mesmo dia, mesma hora, mesmo minuto, e no mesmo local.

Conta-se como exemplo o caso de Samuel Hemmings, que teria nascido no mesmo dia, no mesmo local e quase no mesmo instante que o rei Jorge III do Reino Unido, em 4 de junho de 1738 e cujas experiências de vida teriam vários paralelos: casaram e morreram no mesmo dia e, no dia em que o rei foi coroado, ele abriu um negócio de ferragens. Apenas o fator social, que não é previsto pela astrologia, impediu que ambos tivessem o mesmo tipo de negócios, mas ambos se tornaram administradores: um de um reino, outro de um negócio.

Os astrólogos dizem que a influência dos planetas é ocasionada por energias de origem espiritual, e que por isso mesmo não podem ser mensuradas pelos cientistas através de aparelhos.


Fonte: Wikipedia











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